post

Recreio é essencial para a inclusão crianças autistas, mostra estudo

Recreio é essencial para a inclusão crianças autistas, mostra estudo

Recreio é essencial para a inclusão crianças autistas, mostra estudo
O intervalo entre uma aula e outra é um momento ainda pouco explorado para ajudar crianças com autismo a se engajarem em brincadeiras e conversas com os colegas
Por Crescer online – atualizada em 11/03/2019 12h12

Compartilhar
Assine já!
Criança brincando em balanço na chuva (Foto: Pexels)
Crianças autistas têm seus momentos de isolamento, mas também podem são muito engajadas para iniciar conversas e ficar junto com outros colegas. (Foto: Pexels)
Ao contrário do que se imaginava, o recreio não é apenas um momento de isolamento e introspecção para crianças com algum transtorno do espectro autista (TEA). Pelo contrário! Elas passam cerca de um quarto do tempo sozinhas, mas também brincam com outras crianças por cerca de 30% do intervalo, sendo que o restante do tempo elas passam ao lado dos colegas, mas sem necessariamente interagir com eles.

Essas são algumas das observações realizadas por um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Os cientistas analisaram o comportamento de 55 alunos do ensino fundamental com autismo durante os intervalos de suas escolas, que duravam entre 10 e 35 minutos.
Comportamento
A pesquisa também revelou que quase metade as crianças passaram o recreio conversando com outras pessoas; enquanto 40% delas também se divertiram com brinquedos ou objetos naturais, como pedras e gravetos. Entre outros passatempos, um terço brincou em balanços e escorregadores; e um quarto participou de brincadeiras como o pega-pega.
“Crianças com autismo sentem mais o isolamento do que crianças em desenvolvimento típico”, afirma Jill Locke, professora assistente que liderou a pesquisa e especialista em intervenções para crianças e adultos com autismo.

Segundo Locke, crianças com autismo geralmente são as que mais sofrem bullying pelos colegas — mas isso não faz com que elas deixem de se engajar nas mesmas brincadeiras que eles. “Ficamos surpresos e satisfeitos ao ver que muitas das atividades em que elas participaram são as mesmas das crianças com desenvolvimento típico”, comemora.

Outros aspectos analisados pela pesquisa são as nuances de como elas lidam com suas emoções e como se comunicam com os colegas.

Entre crianças do jardim de infância ao segundo ano, a média de tentativas de iniciar uma conversa foi de 8,3 vezes. Já entre aquelas que estão no terceiro ao quinto ano tentaram conversar com os colegas 6,7 vezes. Na maior parte do tempo, elas tentam engajar em um conversa enquanto estão brincando ou em meio a algum jogo.

Importância do recreio

Para Locke, as escolas focam muito na inclusão dentro da sala de aula e acabam deixando de explorar o potencial do recreio para inserir crianças com autismo na escola também. “Queremos tornar o recreio um espaço acolhedor, inclusivo e seguro para todas as crianças”, afirma a professora. “Para crianças com autismo, o recreio facilitado é um espaço muito mais seguro do que participar de um jogo de basquete não supervisionado, por exemplo. É menos sobre ganhar e mais sobre se envolver, jogar e se divertir juntos.”

As conclusões do estudo, publicado na revista científica Autism, reforçam a importância desse horário de descontração para a inclusão delas.
Fonte:https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Escola/noticia/2019/03/recreio-e-essencial-para-inclusao-criancas-autistas-mostra-estudo.html

Sem comentários

Deixe uma resposta