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Projeto de combate ao bullying nas escolas é aprovado pelo Senado

Projeto de combate ao bullying nas escolas é aprovado pelo Senado

O Senado aprovou o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, que, em outras palavras é um projeto para evitar o bullying em todo o território nacional. A ideia é que passe a ser responsabilidade das escolas, clubes e agremiações recreativas a realização de ações que inibam a prática abusiva. Assim, a medida prevê a capacitação de docentes e membros das equipes pedagógicas, que serão treinados para conscientizar, prevenir, diagnosticar e suprimir esse tipo de violência. Entre os objetivos também está a orientação de pais, familiares e responsáveis para colaborar na identificação de vítimas e de agressores.egundo o texto do projeto, bullying é definido como “todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorra sem motivação evidente, praticado por um indivíduo ou um grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em relação ao desequilíbrio de poder das partes envolvidas”. Assim, enquadram-se: ataques físicos, insultos pessoais, comentários e apelidos pejorativos, ameaças, expressões preconceituosas e grafites depreciativos, dentre outras coisas.Nesta quinta (19), o Senado aprovou o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, que, em outras palavras é um projeto para evitar o bullying em todo o território nacional. A ideia é que passe a ser responsabilidade das escolas, clubes e agremiações recreativas a realização de ações que inibam a prática abusiva. Assim, a medida prevê a capacitação de docentes e membros das equipes pedagógicas, que serão treinados para conscientizar, prevenir, diagnosticar e suprimir esse tipo de violência. Entre os objetivos também está a orientação de pais, familiares e responsáveis para colaborar na identificação de vítimas e de agressores.egundo o texto do projeto, bullying é definido como “todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorra sem motivação evidente, praticado por um indivíduo ou um grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em relação ao desequilíbrio de poder das partes envolvidas”. Assim, enquadram-se: ataques físicos, insultos pessoais, comentários e apelidos pejorativos, ameaças, expressões preconceituosas e grafites depreciativos, dentre outras coisas.
Como a Comissão de Direitos Humanos solicitou algumas alterações no texto, o projeto deve passar novamente pela Câmara, antes da aprovação da presidente Dilma Roussef. Depois da validação, a lei tem um prazo de até 90 dias para entrar em vigor.
O que muda na prática
“Não conseguimos resolver nada por meio de leis. Com ou sem legislação, o bullying já deveria ser trabalhado nas escolas, mas há pouco interesse dos educadores e das instituições em lidar com isso. Estamos muito atrasados em relação ao outros países em aplicações práticas. Mas claro que sempre é positivo debater o tema”, diz o psiquiatra Gustavo Teixeira, que há 15 anos trabalha com o tema, autor dos livros Manual Antibullying e Desatentos e Hiperativos (ambos da Ed. BestSeller).Isso quer dizer que, com ou sem lei, esse tipo de agressão pode e deve ser cuidado – e prevenido – nas escolas, com conscientização dos professores, alunos e pais. Afinal, um ambiente escolar saudável é aquele em que a criança consegue aprender, se desenvolver, se expressar. “O que vemos na prática é um grande número de crianças vítimas de bullying com quadros de depressão, ansiedade, que querem abandonar os estudos por conta disso”, afirma Teixeira.
O especialista reforça, ainda, que um programa antibullying só é eficaz se for algo continuado, trabalhado no dia a dia, tanto com o corpo docente quanto com os alunos. “E estou falando de conceitos de ética, moral, respeito pelas diferenças. É assim que educamos crianças saudáveis e mais felizes. Mas também não é responsabilidade apenas da escola. Os pais precisam estar envolvidos”, reforça.
Envolvidos não apenas com o que acontece na escola, mas estarem atentos à maneira como agem no dia a dia, tanto na forma como lidam com o outro quanto com os próprios filhos. Isso quer dizer que não adianta ter um discurso contra o preconceito com a criança e tratar mal a empregada ou o porteiro da escola. Ou, ainda, fazer comentários como “comendo assim você está ficando ainda mais gordo” sem perceber que esse tipo de atitude também é uma forma de agressão e pode fazer com que ela se sinta mal.
AGRESSOR X AGREDIDOComo o pai pode perceber que o filho está sofrendo bullying? Em primeiro lugar, é preciso saber que bullying está relacionado com poder, seja físico ou moral. O agressor procura a criança que ele acredita que não vá se defender. Alguns indícios que podem levar a desconfiar que o filho está sofrendo bullying são se ele chega em casa com o uniforme rasgado, brinquedos quebrados, material escolar faltando, fica ansioso na hora de ir para a escola, não quer entrar quando chega no portão, não quer fazer festa de aniversário, ou sem motivo ou porque tem medo que ninguém vá. Aquelas com mais dificuldade de socialização, retraídas, merecem mais cuidado, por ser alvo dos agressores.E o que fazer para ajudar a criança? O importante é blindar a criança do bullying. Independente da idade, é preciso explicar o que é. E, principalmente, que usar da violência para se defender não é o melhor caminho. Se ela é mais tímida, quieta, procure um esporte de que goste para ajudar em sua socialização, no trabalho em equipe, o que colabora para a sua autoestima. Alguns casos, quando a criança tem fobia social, ansiedade e depressão, é preciso procurar um especialista para ajudá-la. Fundamental, no entanto, é a criança que sofre a agressão ter confiança para contar o que está passando para um adulto – os pais e a escola. Por isso é tão importante que a instituição tenha uma política antibullying.Falando do agressor. Como eu consigo saber se o meu filho pode fazer bullying com outra criança? E o que fazer? Muitas vezes, o agressor é uma criança que convive com pais hostis, agressivos, autoritários, negligentes, que pouco se interessam para o que está acontecendo na vida do filho, com a escola. Por outro lado, apesar da chance ser menor, o agressor também pode vir de famílias presentes, que têm uma relação saudável com o filho. O melhor é observar o comportamento: como se comporta numa festa de aniversário do colega, no treino do futebol, na saída da escola, se exclui outras crianças da brincadeira, se as denigre. Um pai atento, com certeza, vai identificar, e cabe a ele passar os conceitos de ética, moral e buscar ajuda na escola. Essa parceria pais-escola é fundamental. Em alguns casos, o agressor vai precisar de tratamento com um profissional.

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