post

Polêmica envolvendo Messenger Kids alerta para a importância de monitorar as crianças nas redes sociais Entidades internacionais pedem que o Facebook encerre seu aplicativo de mensagens para crianças

Polêmica envolvendo Messenger Kids alerta para a importância de monitorar as crianças nas redes sociais Entidades internacionais pedem que o Facebook encerre seu aplicativo de mensagens para crianças

Em dezembro do ano passado, o Facebook lançou um aplicativo de troca de mensagens exclusivo para crianças. O objetivo é que o Messenger Kids sirva como um canal de comunicação em que meninos e meninas de 6 a 12 anos de idade possam se conectar com familiares e amigos.

Para usá-lo, não é preciso ter uma conta na rede social. O programa funciona como uma extensão do aplicativo dos pais, que controlam com quem os filhos podem interagir e trocar mensagens, fotos e vídeos. O aplicativo é gratuito, mas ainda não está disponível para download no Brasil.
Segundo o Facebook, o serviço tem filtros contra conteúdos inapropriados para crianças e não coleta informações pessoais sobre os usuários, diferente do que acontece na rede social principal.
O lançamento do aplicativo, porém, causou polêmica entre especialistas e entidades internacionais de proteção à infância, como Public Citizen e Centre for Child Honouring. Nesta semana, um grupo de 19 organizações encaminhou uma carta ao presidente do Facebook pedindo que o Messenger Kids fosse tirado do ar. De acordo com o grupo, “as crianças simplesmente não estão prontas para terem contas em redes sociais”. O argumento é de que o aplicativo pode incentivar as crianças a permanecerem conectadas e, assim, trazer problemas para o desenvolvimento dos pequenos.

A psicóloga do Hospital Pequeno Príncipe, Daphne Norman, considera que não existe uma idade certa para entrar nas redes sociais, mas um contato precoce com o mundo digital pode atrapalhar as relações interpessoais da criança. “A infância é a fase em que aprendemos a interagir e lidar com as pessoas. Uma exposição muito grande à internet pode causar problemas de socialização e comportamento, por isso cabe à família estabelecer limites e supervisionar”, explica.

Crianças X Redes sociais
Confira as dicas da psicóloga Daphne Norman para que seu filho desenvolva uma relação saudável com as redes sociais:

  1. Não incentive a criação de perfis nas redes sociais, o interesse sempre deve partir da própria criança. Só considere a possibilidade se seu filho demonstrar interesse;

  2. “Preservar” seu filho por muito tempo pode ser prejudicial. Em certa medida, as redes sociais também fazem parte do processo de socialização com os amiguinhos e colegas da escola;

  3. Esteja sempre aberto ao diálogo e tire as dúvidas que aparecerem. É importante que a criança tenha consciência da dinâmica e dos riscos da vida em rede;

  4. Permita as relações virtuais, mas não deixe de valorizar os momentos “reais”. A convivência saudável com os colegas e familiares é fundamental para o desenvolvimento das habilidades sociais;

  5. Tenha acesso às senhas, fiscalize com frequência os conteúdos postados e determine horários para acesso aos tablets e celulares. Tudo isso ajuda a criar uma rotina de “boas práticas” de uso das tecnologias digitais;

  6. Sempre supervisione as ações da criança na rede, mas não seja invasivo. Observe e oriente com cautela, sempre preservando a privacidade do seu filho.

Sem comentários

Deixe uma resposta