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Investir na Primeira Infância: Passo decisivo para um futuro melhor 

Investir na Primeira Infância: Passo decisivo para um futuro melhor 

Em diferentes ocasiões, proferindo palestras para professores e gestores, destaquei a importância da Educação Infantil e dos primeiros anos de formação oferecidos no ensino básico, em especial durante os 3 primeiros anos do Ensino Fundamental I, quando os conceitos basilares estão sendo trabalhados de forma inicial, fundante e decisiva. É costume da minha parte dizer, por que realmente acredito nisso, que esta fase da formação humana é mais importante que as demais, sem que, com isso, desmereça todo o trabalho educacional posterior, mas com a finalidade de destacar o quanto os fundamentos são deveras importantes para o porvir destas crianças.

E é importante destacar que minha atuação primordial em sala de aula foi sempre com alunos a partir do Ensino Fundamental II, com maior ênfase no Ensino Médio e na universidade (graduação e pós-graduação), no entanto, sempre que pude reforcei, ao longo dos últimos 15 anos, período em que realizo formações de professores e gestores, a importância dos primeiros anos de formação escolar, quando as crianças são ainda bem pequenas, dando os primeiros passos, literalmente, neste nosso mundo.

Destaco esta atuação e pensamento para reforçar os posicionamentos que abrem este artigo, de autoria dos especialistas Mariano Sigman e James Heckman. Sim, tudo começa, de fato, para um futuro promissor, a partir daquilo que oferecemos para as crianças quando ainda estão no útero materno e, principalmente, a partir daquilo que será a elas oferecido a partir de seu nascimento.

Os sinais enviados quando o bebê ainda está em gestação já constituem para ele ou ela os indicativos daquilo que irá encontrar quando não estiver mais protegido e alimentado por sua mãe, em seu organismo, profundamente acolhedor.

Conversar com a criança, cantar para ela, tocar a barriga da mãe de forma carinhosa, abraçar com cuidado e carinho a mulher que dará luz a esta criança, oferecer alimento saudável e outras ações que demonstram apego, amor, paz, solidariedade e ações ou sentimentos afins vão muito além da aparente barreira física que existe entre o bebê e as pessoas que o acalentam.

João Luís de Almeida Machado

Fonte: Planeta Educação

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