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Crianças que não se saem bem na escola têm maior risco de depressão, revela estudo

Crianças que não se saem bem na escola têm maior risco de depressão, revela estudo

Sabe aquela velha história de que crianças superdotadas são menos populares? Pois, pesquisadores americanos desafiam completamente esse estereótipo. Segundo um novo estudo realizado pela Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, os alunos que se saem bem nos estudos são mais respeitados por professores, colegas e, consequentemente, mais seguras de si.
Por outro lado, quem costuma enfrentar problemas na aprendizagem tende a experimentar sentimentos de frustração e inutilidade, colocando esse aluno em maior risco de depressão. “Estamos descobrindo que existe uma ligação, com pistas de que a vida social de uma criança pode ser afetada por seu sucesso na aula”, explica Keith Herman, professora do MU College of Education.
A equipe de Keith estudou 380 crianças do ensino fundamental e seus professores para examinar como as primeiras lutas acadêmicas podem levar a futuros sintomas depressivos. Para isso, professores de primeira e segunda séries observaram quais alunos eram considerados mais queridos pelos colegas. Os resultados indicaram que os problemas acadêmicos na primeira série levaram a níveis mais baixos de popularidade na segunda série, o que, por sua vez, poderia resultar em depressão na terceira série.
Como prevenir problemas sociais?

Para a pesquisadora, o estudo revela a importância de encontrar maneiras de ajudar os alunos a enfrentar desafios escolares e sociais antes que eles tenham um impacto negativo duradouro. Ela sugere ainda que professores e pais sejam cautelosos com quaisquer mensagens sutis e julgamentos que possam enviar a crianças que estão passando por dificuldades em sala de aula ou com colegas.

“Os professores e os pais também devem pensar em dar tanto incentivo e atenção positiva às crianças em outras áreas em que elas se destacam”, disse Keith. “Talvez eles lutem com a matemática, mas se destacam na arte. Se uma criança sente que suas paixões e talentos são valorizados, é mais provável que ela tenha uma visão positiva de sua autoestima”, finaliza.
Fonte: Crescer

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