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Crianças com asma, mesmo grave, podem ter vida normal

Crianças com asma, mesmo grave, podem ter vida normal

Doença pode ser controlada mesmo em fase grave, permitindo que a criança pratique esportes, brinque com os amigos e faça atividades
A asma é uma doença crônica que causa dificuldade para respirar e atinge cerca de 11% da população infantil entre 6 e 7 anos, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Outros sintomas comuns são falta de ar, cansaço ao realizar atividades do dia a dia e tosse frequente. A observação clínica, o histórico familiar e exames de função pulmonar podem ajudar o especialista a chegar ao diagnóstico.

“Na asma, a criança entra em contato com um desencadeante alérgico – que pode ser pó, poeira, exercício, cigarro, poluição. Então, as vias respiratórias fazem um processo inflamatório e se fecham. Cada vez que tem uma crise isso piora. Tem que ter muito cuidado”, afirmou a pediatra Ana Escobar, que tirou dúvidas de mães e pais sobre a doença, em um bate-papo transmitido ao vivo pelo Facebook da Crescer, com patrocínio da Boehringer Ingelheim.

Segundo Ana, o perigo mora principalmente na evolução do quadro, que pode se tornar grave. A situação é avaliada dessa forma quando crianças que já estão medicadas continuam a ter duas ou mais crises por semana, acordam ruins a noite, precisam utilizar medicamentos de resgate duas vezes por semana ou mais ou ainda precisam ir ao pronto-socorro.

A boa notícia é que a doença tem tratamento e pode ser controlada em todas as fases, mesmo as mais graves. “Existem vários medicamentos que controlam a asma. Em cada estágio de acometimento, leve, moderada ou grave, tem medicações específicas e, quando o quadro está controlado, a criança tem vida normal, faz esporte, vai viajar, brinca com os amigos, não falta à escola”, afirma a médica. Embora a doença seja crônica, ou seja, acompanha a criança por toda a vida, é preciso garantir que ela possa aproveitar a infância em sua plenitude.

Para lidar com as crises de asma, a recomendação da pediatra aos pais é principalmente manter a calma. “O aspecto psicológico é importante durante as crises. Ajuda se a criança sentir que os pais estão tranquilos. Sei que não é fácil. Além disso, ao perceber que a criança está com dificuldade e você já fez as orientações do seu médico, não deixe de buscar atendimento”, alerta a médica.

Vale saber
Veja algumas dúvidas respondidas pela pediatra ao longo da conversa:

Crianças com asma podem ter bichos de estimação?
Os animais liberam substâncias potencialmente alergênicas, como pelos. Se está com a asma controlada e o pelo não está desencadeando crise naquela criança específica, então, tudo bem. Mas, se a criança tiver uma sensibilidade especial a pelos, é preciso avaliar com mais cautela. Os peixinhos podem ser uma boa opção.

Asma tem cura?
A doença crônica tem tratamento e controle, mas não tem cura. Com os medicamentos corretos, no entanto, a criança pode ter vida normal.

O que pode causar a crise? Há como prevenir?
Os desencadeantes são, em sua maior parte, ambientais, então, é preciso tentar evitá-los. É preciso tomar cuidado com poluentes, cigarro, pó, poeira, ácaros… O ambiente precisa estar sempre muito limpo.

Há como prevenir as crises?
Manter o sistema imunológico fortalecido ajuda. Para isso, é importante ter uma alimentação saudável, descansar adequadamente e fazer exercícios físicos. Isso pode evitar processos inflamatórios como um todo e a asma é um desses.

Asma é contagiosa?
Não é contagiosa; Pode ir à escola normalmente, porque não vai passar para ninguém.

Há limitações para a criança com asma?
Nenhuma. Elas podem fazer tudo, inclusive praticar esporte, que é sempre bom. Já temos medicamentos modernos que controlam mesmo a asma grave, então a criança tem que ter vida normal.

É preciso ter algum cuidado especial quando as crianças com asma forem praticar esportes?
Tem que ter certeza que a asma está controlada e ver se o exercício em si não é um gatilho para a crise. Se for, existem medicamentos para isso, para controlar essa asma. Então, o cuidado é apenas buscar liberação médica, inclusive para a inclusive natação.

 

Crescer

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