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6 maneiras de aprender fora da escola

6 maneiras de aprender fora da escola

Livros, jogos, aplicativos, brinquedos e as atividades do dia a dia são jeitos gostosos de acompanhar em casa a relação das crianças com esse aprendizado
J a…bu…ti…ca…a…b… ba! “Jabuticaba!” Você consegue se lembrar qual é a sensação de decodificar uma palavra? E a de acertar uma conta? Lidar com letras e números traz descobertas incríveis. Por isso mesmo, merece ter continuidade também fora da escola. “É algo muito particular de cada contexto, uma construção de identidade: há famílias que se reúnem em torno de livros, de jogos, da elaboração de bilhetes, e-mails, cartas, cartões de datas comemorativas, entre outras situações”, diz a mestre em educação Marina Pedrosa Poladian, coordenadora da educação infantil e 1º ano do Colégio Augusto Laranja (SP).

Na leveza do aprender em casa, a família ganha uma chance de deixar a ansiedade de lado e entrar no tempo da criança. “É uma delícia ver as hipóteses equivocadas e seu percurso de pensamento”, diz a pedagoga e especialista em alfabetização Denise Pinhas, coordenadora pedagógica na escola Carandá VivaVida (SP). Ou seja, esse assunto é bem mais do que aprender a contar de 1 a 10 ou decorar o alfabeto. Trata-se de um processo de aquisição de cultura, de entendimento da sociedade em que vive e de como se comunicar e compreender questões emocionais e práticas da vida. Veja o que você e o seu filho podem fazer no dia a dia para criar mais intimidade com as palavras e os números.

NA PRÁTICA

Além de ter uma boa biblioteca em casa, o cotidiano vai dar várias ideias para o seu filho ter mais contato com letras e números: como fazer pequenas somas de itens encontrados em casa, numerar partes do corpo, até chegar ao raciocínio de compras e trocos. “Ler a instrução do brinquedo, escrever junto bilhetes na agenda para a professora, ler o cardápio e escolher o prato no restaurante, ter o convite de um aniversário pregado na geladeira para consultar quando e onde será, tudo isso colabora”, diz a educadora Marina Poladian. São oportunidades de entender os vários contextos do uso da escrita e dos cálculos.

JOGOS E BRINQUEDOS

Há as tradicionais palavras cruzadas, mas também vários kits com alfabetos e números (de madeira, plástico, de ímãs para geladeira). E do que e com o que você brincava? “Busque referências da sua própria infância: de que jogos gostava? Stop? Memória com letras? Lince? Compartilhe com o pequeno. Para os menores: escrever com canetinha, lousas de giz, lousas mágicas, caça ao tesouro com pistas, blocos com letras e números, peças de encaixe. Para os maiores, alguns jogos mais estruturados, como o Detetive, Cara a Cara, Master”, indica Marina. Mais dicas: se o kit de brincar de médico vem com um receituário, pronto, é hora de escrever (com as cobrinhas mesmo!) do que o “paciente” precisa. Se o faz de conta é de restaurante, além de anotar os pedidos, também dá para contar o estoque: quantas laranjas, uvas ou talheres tem na caixa?

POESIA, ADIVINHAS, CHARADAS

A poesia e as brincadeiras frasais, como adivinhas, trava-línguas ou perguntas “inúteis” como as charadas, quebram essa relação de “verdades e significados” com a palavra. A vida toda brincamos com as palavras, trocamos sentidos, podemos inventar maneiras de dizer o que sentimos. Por isso, o som da palavra e os seus significados podem dar sentido musical aos modos de escrita, do mesmo modo que as cantigas tradicionais.
LIVROS 1, 2 E 3!

A qualidade dos livros para a infância, com conteúdos de não ficção como ciências ou biografias, aumenta e melhora (ufa!) cada vez mais. Abecedários e obras que ensinam números entram nessa seção. Para todas as idades, abra, divirta-se e apresente à criança o que for mais interessante. Como referência para mostrar o de 1 a 10, Uma Lagarta Muito Comilona (Eric Carle, Ed. Callis), Dez Patinhos (Graça Lima, Ed. Companhia das Letrinhas), Um Abraço Passo a Passo (Tino Freitas e Jana Glatt, Ed. Panda Books), Pequeno 1 (Ann e Paul Rand, Ed. Cosac Naify), E Agora, Papagaio? (Gilles Eduar, Ed. Jujuba) e Os Números (Xavier Deneux, Ed. Publifolhinha).
SIGA OS CLÁSSICOS

Como a oferta de “programas educativos” é grande, tanto na TV quanto em canais no YouTube, a dica é seguir mestres do ramo, como o norte-americano Jim Henson, o criador de Vila Sésamo, que há 50 anos nos mostra que ao lado do “educativo” tem de vir sempre o “criativo”. Pela emoção, pelo humor, pelo estranhamento, seja o que for, os pais devem ser surpreendidos e sensibilizados. Além das dezenas de esquetes de Garibaldo, Elmo e sua turma, há o adorável Alfabita, do Mundo Bita, e o mais recente Frankie e Frank, curtas exibidos no NickJr.

ABC NO DIGITAL

Existe uma porção de jogos para celular e tablet para distrair as crianças. No entanto, Marcelo Jucá, escritor, educador e pesquisador do mundo digital, alerta: “No universo de apps encontramos muita coisa mal feita, sem cuidado, ruim. Mas há os que se destacam por conseguir unir, de formas diferentes, o pedagógico e o lúdico ao mesmo tempo. A escolha das cores, da programação e a forma de transmitir os conteúdos faz muita diferença”, diz Marcelo, que é pai de Maya, 6 anos. Entre as dicas do especialista, para brincar com as letras estão o LetterSchool – Escreva Letras!, o Jardim das Letras e o Icruzadinha. No “superapp” Bini Bambini, já há vários tipos de jogos. Todos disponíveis para Android e iOS.
Fonte:https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Desenvolvimento/noticia/2019/07/6-maneiras-de-aprender-fora-da-escola.html

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