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Sobre o bem e o mal

Sobre o bem e o mal

“Devemos selecionar histórias que não tenham vilões para evitar a exposição das crianças ao ‘mal’?”

Sua questão é muito pertinente e atual. Para responder, faço um paralelo com a higiene: alguns pais exageram no asseio dos filhos e nenhuma sujeira é suportada. Normalmente, a consequência disso é o não estímulo do sistema imunológico, o que pode levar a alergias e a intolerâncias a fatores ambientais. Ou seja, um pouco de sujeira não faz mal. Ela estimula o organismo a se preparar para ataques futuros de germes, vírus etc. Isso vale também para o mundo simbólico. Se afastamos as crianças de temas como a maldade, ela estará menos preparada para o encontro com a maldade real que enfrentará ao longo da vida. É evidente que precisamos dosar as temáticas. Ter bom senso e perceber como o filho reage é fundamental. Ninguém vai ler O Senhor dos Anéis para uma criança de 2 anos, mas Os Três Porquinhos e Chapeuzinho Vermelho são bons começos para os pequenos. O medo não está fora da criança e sim dentro dela. É por isso que tais narrativas são essenciais. Elas permitem nomear aquilo que gera angústia e, ao fazer isso, causam um grande alívio: “Mãe, conta de novo!” Espero tê-la ajudado. Boas histórias e boa vida.
Fonte: Crescer

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