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Seu filho ficou de recuperação? Veja como ajudá-lo

Seu filho ficou de recuperação? Veja como ajudá-lo

Convenhamos que o boletim do seu filho não estava exatamente aquela maravilha desde o começo do ano letivo. E agora, na reta final, não deu outra: ele ficou de recuperação. Saiba como dar apoio nesse momento tão delicado
Quando o ano escolar termina em recuperação em vez de férias, seu filho pode precisar de ajuda para estudar – mas, sobretudo, de acolhimento e compreensão. Se as dificuldades de aprendizagem forem pontuais, pode ser que o reforço com um professor particular seja de grande valia. Ele pode tentar trabalhar com a criança outras formas mais lúdicas de fixação do conteúdo, como jogos e músicas, para sanar as dúvidas e deixá-la mais segura. Agora, se a dificuldade for global, é difícil tentar aprender em algumas semanas o que não foi assimilado o ano inteiro.

Por isso, é importante relembrar que o objetivo da recuperação vai além das notas em si. “É preciso ter certeza de que a criança adquiriu a base de conhecimentos necessária para a próxima etapa. Se o problema é com a conta de divisão, por exemplo, as dificuldades vão reaparecer na hora de aprender decimais e frações. Não adianta só empurrar”, diz a psicóloga Ellen Moraes Senra, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (RJ). Afinal, a criança continuará arrastando as dúvidas para o próximo ano… e aí vira uma bola de neve. Isso não quer dizer que seu filho deva estudar sem parar para tirar o atraso. Horas seguidas de estudo, sem intervalos, acabam atrapalhando mais do que ajudando, além de gerar um estresse na criança. Até os 8 anos, o ideal é não ultrapassar duas horas de estudo por dia, com pausas e mudanças de abordagem para não perder o foco.

Não deu…

Se mesmo se dedicando seu filho não conseguiu passar de ano, respire fundo e apoie ele. A retenção é uma chance de superar as próprias dificuldades e não um demérito. “A escola é um ensaio para a vida. Quantas vezes não precisamos refazer tarefas só por causa de alguns detalhes?”, reflete a psicopedagoga Luciana Brites, do Instituto NeuroSaber (PR). Mas fica a lição: é mais fácil identificar os problemas no início, antes que o seu filho se enrole.

O ano que vem
Não importa o resultado da recupera?ão, é preciso rever o que não funcionou – na escola e em casa – para não repetir os erros em 2018. Lembre-se de que o seu filho precisa de…

  • Rotina: estabeleça horários para comer, dormir, estudar, assim como para brincar e descansar. Crianças que não dormem bem e não se alimentam direito podem apresentar dificuldades de concentração.

  • Reforço positivo: foque no empenho e não no resultado. Mostre à criança que se ela der o melhor de si, independente da nota, você vai se orgulhar dela. As cobranças, ao contrário, fazem seu filho se sentir desmotivado e incapaz.

  • Estrutura: ter um cantinho de estudos tranquilo, longe de distrações, é essencial. Ele também pode ser divertido, é claro: com adesivos, lápis de cor, canetinhas…

Fonte: Crescer

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