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Crianças de apenas 5 anos já estão preocupadas com a reputação, mostra estudo

Crianças de apenas 5 anos já estão preocupadas com a reputação, mostra estudo

Até que ponto é aceitável e saudável para seu filho desejar ser bem visto e aceito? Venha ver como lidar com essa questão e estimular a autoconfiança dele

Nem mesmo as crianças de cinco anos de idade estão imunes às preocupações com a sua imagem. Foi o que sugeriu um estudo publicado em março deste ano no jornal Trends in Cognitive Sciences. Conduzido pelos psicólogos Ike Silver, professor assistente de psicologia do desenvolvimento na Universidade de Chicago, e Alex Shaw, doutorando na Wharton Escola de Negócios da Universidade da Pensilvânia, o estudo mostrou ainda que quando passam para o ensino fundamental, as crianças já têm um pensamento muito crítico sobre seu status social e reputação.
De acordo com a psicóloga clínica e psicoterapeuta familiar Letícia Gomes Gonçalves (SP), isso é um processo natural do ser humano: quando são pequenas, as crianças acreditam que o mundo gira em torno delas. O bebê já nasce querendo ser aceito e amado. Lá por volta dos 4 anos, começam a perceber que ele é muito maior do que elas, e se entendem como seres sociais. É a famosa fase das intermináveis perguntas. “Lá pelos 5 anos, como sugere a pesquisa, a criança já entende um pouco como a sociedade funciona, daí a necessidade maior de se sentir amada e aceita”, diz. Mas até que ponto é normal e saudável querer ser aceito e bem visto? Quando as opiniões das outras pessoas passam a ter mais importância do que as próprias ou quando ela deixa de fazer o que gosta para viver o que o outro quer que ela viva. É preciso reconhecer as próprias conquistas.
Estimule a autoconfiança do seu filho
A dica da especialista para lidar melhor com essa questão e ajudar seu filho a desenvolver a autoconfiança é estimulando-o a pensar sobre as próprias conquistas. Um bom exemplo é em vez de dizer à criança que está orgulhosa dela por algo que fez (o que reforça a ideia de que a opinião do outro é importante), perguntar como ela se sentiu em determinada situação. Pode ser tirando uma boa nota de matemática, montando um brinquedo diferente, brincando com outra criança… Pergunte: como você se sentiu? Você ficou satisfeito? Isso faz com que a criança acredite primeiro nela mesma, empoderando-a.
De acordo com a psicóloga, essa atitude faz parte da educação baseada na disciplina positiva, que preza pela horizontalidade da relação. Assim, não importa se seu filho faz o que você quer ou manda (ou o que os amiguinhos acham legal), mas sim que você é capaz de orienta-lo a fazer suas escolhas, de acordo com a faixa etária. “Isso, aos poucos, o torna um ser humano único e reforça o que ele pensa sobre si mesmo. Porque ele pode ser muito diferente das suas expectativas ou do que os amigos esperam, mas isso não é algo ruim”, ressalta Letícia.
Fonte:: Crescer

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