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Como estudar para as provas e melhorar suas notas

Como estudar para as provas e melhorar suas notas

Na hora dos estudos, manter a concentração pode ser difícil. Como estudar e realmente apreender os conteúdos? Releitura, grifos, alternância entre matérias… Com diversas formas de se preparar para o Enem, o Educação organizou uma lista, baseada na pesquisa dos norte-americanos do Psychological Science in the Public Interest, que avaliaram a efetividade de dez formas de estudo.

1. Utilidade baixa
 Grifos
Os pesquisadores concluíram que grifar textos está longe de ser a melhor forma de fixar o conteúdo, pois não exige esforço. Quando marcam textos, os estudantes não estão conectando ou criando conhecimento. A popular forma de estudo também apresenta outro problema: a dificuldade em definir o que é realmente essencial em uma matéria. Na hora dos estudos, sublinhar e marcar demais confunde mais do que ajuda.

Simples, mas pouco efetivo (Foto: Techtudo / G1)Simples, mas pouco efetivo (Foto: TechTudo)

 

 Visualização ou associação com imagens
Muitos cursinhos preparatórios defendem a conexão entre imagens e textos, mas – segundo a pesquisa – o resultado não é satisfatório quando se trata de textos longos. Ainda assim, os psicólogos americanos afirmam que o método ajuda na memorização de imagens.

Um ponto negativo é que a transformação de imagens mentais em desenhos limita a imaginação. Muitos estudantes que leram textos não conseguiram inferir algo além do próprio texto quando criavam seus mapas mentais. O estudo conclui que a visualização não é tão efetiva para se chegar a conhecimentos que não estão explícitos.

Mapa mental (Foto: UFRJ)Mapa mental (Foto: UFRJ)

 Resumos
Engana-se quem pensa que resumir tudo é a melhor forma de estudar para o vestibular. O estudo provou que, para as provas escritas, resumos podem até ser efetivos. No entanto, para provas objetivas, como o Enem, a utilidade é mínima, apesar de ainda ser melhor do que grifar textos. Intuitivos, os resumos são a forma mais imediata de diminuir conteúdos muito extensos. Mas é preciso estar alerta na hora de resumir, principalmente quando não se tem prática, pois pontos importantes podem ser perdidos.

Literatura: Estude com resumos completos e contextualizados de clássicos literários

 Releitura

Lendo e relendo (Foto: Reprodução/Tumblr)Lendo e relendo (Foto: Reprodução/Tumblr)

Apesar de o fato de apenas reler um conteúdo ser visto como pouco efetivo, a análise afirma que a releitura massiva (ler por seguidas vezes) é mais útil do que resumos e grifos, praticados no mesmo intervalo de tempo. No entanto, a prática ainda é de baixa utilidade. Mas isso não significa que você não possa ler e reler trechos para facilitar a compreensão de um assunto. Quando há um interesse muito forte por um assunto, os estudantes relêem sem notar.

 Mnemônicos
Mnemônico significa “algo relativo à memória” ou “que serve para facilitar a memorização”. O modo de estudo mnemônico consiste em criar códigos ou palavras-chave para facilitar a memorização de algum assunto. Por exemplo, o famoso “Minha Velha, Traga Meu Jantar: Sopa, Uva, Nozes e Pão”, mnemônico utilizado para decorar a ordem dos planetas do Sistema Solar: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão (este último perdeu status de planeta em 2006, segundo a União Astronômica Internacional).

Apesar de ser um pouco mais elaborado do que grifos, a Psychological Science in the Public Interest afirma que há muitos assuntos em que palavras-chave não são a solução. Como explicar um processo histórico através desses códigos? A utilidade dos mnemônicos é melhor em casos específicos e em poucos momentos antes de colocar os conhecimentos em prática.

2. Utilidade moderada
 Estudo intercalado de diferentes conteúdos

A rotação de matérias pode trazer bons resultados para quem vai fazer o Enem. A pesquisa concluiu que é mais efetivo estudar intercalando diversos conteúdos do que estudar vários tópicos de um mesmo assunto de uma só vez. Além de evitar a saturação sobre um assunto, você conseguirá estudar por mais tempo.

O estudo intercalado também facilita a correlação entre as matérias. O Enem lida com a interdisciplinaridade, ou seja, questões sobre aliadas a gráficos e tabelas, envolvendo mais de uma disciplina. Intercalar os conteúdos é mais efetivo do que qualquer releitura.

Com a resistência de grande parte dos jovens em relação à leitura de jornais e livros, o telejornal pode ser muito útil no estímulo a debates entre alunos e professores. Renato Pellizzari, coordenador do pré-vestibular do Colégio Qi, diz que – além de um estudo semanal contínuo – é importante que os candidatos ao Enem assistam a telejornais, porque é uma forma de ficar por dentro das atualidades. Pellizzari frisa, no entanto, que a leitura também deve estar presente no cronograma de preparação para as provas.

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Intercalar é melhor (Foto: Ministério da Cultura)
Intercalar é melhor (Foto: Ministério da Cultura)

 

 Autoexplicação
Uma forma popular e efetiva é a autoexplicação. Durante o estudo de um conteúdo, é bom tentar explicá-lo a si mesmo, com suas próprias palavras. Explicar sem “decoreba” ajuda a fixar o assunto, em especial os mais abstratos.

Deixar a autoexplicação para depois do estudo não é recomendado, porque é mais fácil esquecer as informações, o que pode comprometer sua explicação e – consequentemente – o seu entendimento.

 Elaboração de perguntas
Esse método consiste em desenvolver explicações para que determinados fatos do texto sejam verdadeiros. Segundo o estudo, tentar descobrir o porquê das coisas faz o cérebro se esforçar mais. No entanto, você deve saber minimamente sobre o tema que está estudando, para questioná-lo de forma inteligente. Nos estudos, é bom descobrir a origem e causas dos acontecimentos. A elaboração de perguntas é muito útil na preparação para redações e questões discursivas.

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